17/01/2012
O saber profano
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Por Rant Casey,
Muitos terminam invariavelmente se considerando “de direita” ou “conservadores” (as duas palavras não são sinônimos), a partir do momento em que se dão conta de que, suas visões antigas sobre a vida, antes em consonância com o discurso oficial dos dias de hoje, não lhes ajudavam nem um pouco a ter acertos.Isso acontece por uma razão muito simples. A Etiologia (estudo das causas) Liberal, tem como objetivo reformar a realidade. Seu enfoque não é o “como a realidade é”, mas o como ela “deveria ser”. Segundo os mesmos, a realidade tal qual é é “má”, e deve ser substituída por uma outra realidade, construída a partir de um ideal, e que supostamente irá corrigir o mau do mundo.
Deste desejo de reformar a realidade mesmo que contra a sua vontade, decorre todo o tipo de lunatismo e equívocos pueris, e os liberais são famosos por um absoluto desconhecimento e desprezo pela natureza humana, em favor de sua visão de como as coisas deveriam ser.É importante frisar, que as ideologias liberais a respeito dos humanos, não são um instrumento de conhecimento. Seus dogmas não trazem informação sobre a realidade humana, e sim, um código moral de inspiração ideológica, sobre o como os humanos deveriam ser – como eles deveriam se condicionar.Existe um dito que reza: “Liberais amam a humanidade, e odeiam humanos; Conservadores amam humanos, mas odeiam a humanidade”.
Isso pode ser entendido da seguinte forma: Liberais detestam a natureza humana no sentido de que, sua ideologia, visa “desnaturalizar” o ser humano, em favor de um bem para toda a humanidade (mesmo que essa utopia se revele uma distopia muitas vezes). De forma alguma isto pode ser uma ferramenta para compreensão da realidade, a partir do qual os melhores procedimentos – para o humano – se tornarão óbvios.
O pensamento Liberal não visa o bem do indivíduo, e sim o bem de um ideal.Para atingir este ideal, a natureza humana manifesta é um enorme empecilho. É preciso falsificar, negar, escamotear todo o tipo de “verdade inconveniente ao ideal”. Deste modo surgem mentiras como: “homens e mulheres são iguais”; “não existem raças, todos os humanos são iguais”; “todos são iguais em potencial, e de posse da formação ‘correta’ todos poderiam atingir os mesmos resultados”; etc...O efeito disso é que todo um cabedal de conhecimentos humanos adquiridos através, tanto da experiência quanto da ciência, precisam necessariamente ser desprezados para que não comprometam a validade deste ideal.
Testes de QI por exemplo, são rechaçados com base em que eles são sexistas, racistas e o que mais, porque seus resultados desmentem a idéia de que os sexos sejam iguais, e também os homens do mundo sejam iguais entre si.Todo o tipo de literatura ou filmografia que deponha contra o ideal – por mais que seja imediatamente reconhecida como verdadeira pela experiência de cada um – deve ser rechaçada – e assim se tem que para o Liberal, até mesmo obras de arte ou filosofia (até mesmo trabalhos científicos!) precisam ser desacreditadas porque sua conclusão não se adapta ao ideal projetado pela humanidade: este ou aquele livro, quadro, filme, então é condenado por ser machista; homofóbico, sexista; desrespeitar os animais; os obesos; as culturas indígenas; e o quanto mais puder ser visto como desavantajado e em necessidade de ser nivelado por força de imposição ideológica.
O Liberal então, no momento de tomar decisões, de fazer escolhas, consulta-se não na sua experiência individual ou na coletiva (resultado de séculos de tentaiva e erro), mas na Ortodoxia Liberal, para saber o que deverá ser, em lugar daquilo que realmente é.Que a geração anterior – grande traidora da geração atual – tenha eventualmente atingido o poder, é o que resulta que nos dias de hoje, que essa experiência individual e coletiva acerca da realidade humana termine sendo criminalizada, considerada um Saber Profano, proibido, ilegal, maléfico – um conhecimento que rejeita o Ideal em favor da Realidade, e sobre o qual o Ideal só tem poder por força de coerção.
No entanto aquele que, sofrendo inúmeras desventuras na vida por conta das mentiras liberais, decide finalmente buscar uma sintonia com a Realidade – uma estrutura de conhecimento que possa lhe resultar bons frutos para si – acaba inevitavelmente bebendo do Saber Profano, da experiência humana individual e a coletiva testada através dos séculos – aquela ao qual o Liberal combate com fervor.Em lugar de “Como as coisas deveriam ser?”, ele se pergunta: “O que de fato é frutífero e exitoso – o que é bom?”.O que é bom é aquilo que triunfa sobre o feio; o estúpido; o fraco; o derrotado; o mundano; o inferior. O que é bom, é o belo; o sagaz; o forte; o vitorioso; o transcendente; o Superior.Em resumo, a ortodoxia Liberal se opõe à exata noção de que haja algo melhor que outra coisa, algo Superior a algo – porque esta noção, o elitismo, é precisamente aquilo que todo o ser humano sabe que existe – coisas boas e coisas ruins – é lesivo ao Ideal desenhado pela mente Liberal.A vida humana – e a história humana – são feitos de batalhas, de carestia, de esforço, e em última instância, é feita de perdedores e vencedores.
Não é nada igualitário, mas é a a realidade humana. Aquele que rejeita a Ortodoxia Liberal e decide-se por alinhar-se à natureza humana manifesta¸ é aquele que faz uma opção pela vitória, pelo espírito heróico, em lugar da planificação moral do ser humano, ressentida e odiosa, e sobretudo: ineficaz.O maior legado da Ortodoxia Liberal são uns poucos séculos (dois ou três) de estupidez, ineficácia, fracasso e prejuízo. Optar pelo Saber Profano, é uma opção vitoriosa ao longo dos milênios – a verdade natureza humana manifesta, indiferente a qualquer mentira construída sobre Ideais duvisos – o verdadeiro caminho daquilo que é frutífero, forte e exitoso.Quando se faz esta opção, o Liberal se torna obsoleto – ele tenta vender a carroça a quem já possui uma locomotiva inteira.
O saber profano
2012-01-17T23:35:00-03:00
Abdall
Política e Filosofia|Rant Casey|
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